27/05/2026

Reflexões sobre presença digital e Essência

 Estava aqui pensando: quando comecei na internet, ainda com um computador emprestado lá em 2001, eu não falava nada da minha vida pessoal, apenas compartilhava coisas de que gostava e meus desenhos. Isso seguiu assim até eu criar um Facebook em 2011 e digamos, agravou-se em 2016 com o Instagram, foi um período legal publicar certas coisas da minha vida, mas sempre fui low profile, introvertida e introspectiva. No fundo, não me sentia bem compartilhando os lugares aonde ia ou coisas mais íntimas, como fotos de família e afins! Depois que tive um stalker que rompeu a barreira do virtual e chegou a me perseguir no mundo real passei a me restringir, recomeçando e deletando redes sociais repetidamente.

Sobre o stalker, é algo com que tive de lidar sem terapia, mesmo havendo testemunhas e provas, psicólogos e psiquiatras anteriores encararam a situação como "mania de perseguição". Apenas minha atual psiquiatra considerou válidas e verossímeis as questões que apresentei, o que me trouxe um certo alívio. Como mencionei antes, não sou uma pessoa performática e fico extremamente desconfortável quando vou a lugares e presencio as pessoas performando  vivendo para postar, em vez de apenas viver e deixar a rede social em segundo plano. Por isso, decidi voltar a fazer as coisas como fazia entre meus 14 e 24 anos: ser mais seletiva com o que exponho e consumo virtualmente. Não sou um personagem, mas entendo que um pouco de mistério também é proteção e autocuidado.

Não publicar os shows, eventos e bares a que vou não me faz menos "alternativa", acredito que seja inclusive, uma questão de segurança e falando da minha pseudo-fé, já que sou agnóstica - uma proteção espiritual! Como dizem: "o que os outros não veem, ninguém estraga". -eu acredito bastante nisso.
O alternativo hoje virou vitrine, meio que desapareceu aquele ar de DIY (Do It Yourself), de originalidade e identidade individual que moldou muitas pessoas da minha geração. Não entendo essa onda de conservadorismo e consumismo que infiltrou as subculturas, não é mais nicho e beira o elitismo. Para mim, contracultura é sobrevivência! Por isso quero voltar à minha essência no meio virtual, afinal, subcultura também é expressar-se.

Espero me sentir à vontade para continuar com o Instagram, por mais que seja difícil encontrar conteúdos saudáveis, um pouco de esforço faz com que as coisas interessantes nos encontrem.


Por que ser LOW PROFILE virou o maior símbolo de saúde mental em 2026?

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