Estive aqui pensando: esses dias desativei meu Instagram "não anônimo" para dar uma espairecida e precisei reativá-lo apenas para passar um link a um colega. Fiquei refletindo sobre como uma rede social que era tão bacana e simples ficou extremamente tóxica por conta de algoritmos e da busca incessante por visibilidade. Não falo de quem trabalha com redes, mas de gente comum, sob a ótica da performance. Poucos publicam fotos de suas casualidades, coisas "sem graça" do dia a dia, sabe? Como uma flor bonita no caminho de volta pra casa ou a cor do céu ao anoitecer.
Decidi então, fazer um experimento: arquivei todas as fotos e vídeos desse meu perfil primário. Vou deixá-lo desativado e usar apenas o Instagram que disponibilizo aqui no blog,vou postar minhas casualidades... obviamente, a estética das fotos será melhor do que quando comecei, pois sou fotógrafa amadora há alguns anos, vou separar registros que fiz andando por aí, antigos e novos, para que eu mesma tenha uma relação saudável com a plataforma. Afinal essa escolha é minha, não posso escolher o que os outros publicam, mas posso escolher o que consumo e como lido com a rede de forma geral.
Já não tenho Facebook há uns seis anos, o que dificulta o contato com pessoas queridas do meu passado, uma amiga inclusive, entrou em contato com um familiar me procurando. Isso me fez perceber que as redes quando bem usadas, não são vilãs e tampouco nocivas. Assisti a um podcast (que recomendo e deixarei ao final da postagem) justamente sobre a nossa responsabilidade no uso das redes, o que me fez refletir bastante. O Instagram é meu único contato com o "mundo lá fora" e mesmo que eu desative minha conta principal, nada me impede de encontrar pessoas ou ser encontrada por intermédio de terceiros.
Acredito que muito do que nos afeta, é de nossa inteira responsabilidade manejar e equilibrar! Por exemplo: eu me responsabilizo por ter pausado a psicoterapia por não me sentir mais à vontade com minha ex-psicóloga. Estou em busca de alguém mais capacitado e com consciência social para me ajudar com minhas demandas. Está sendo fácil? Não, mas eu me responsabilizo. Quando eu era mais conectada e popular nas redes, consumia muita coisa que me fazia mal! Hoje não consigo nem olhar para as fotos das influenciadoras que eu seguia e ok, eu mudei e isso acontece.
Não me alinho mais com a narrativa delas, não me sinto bem consumindo esses conteúdos e ali não é mais um refúgio da turbulência da vida! Minha For You resume-se a pets fofinhos e fotografia profissional e isso me deixa feliz! Sigo poucas páginas de interesse e parei de acompanhar ilustradores, pois me sentia na obrigação de produzir desenhos quando não estava bem mentalmente para tal. Pretendo voltar a desenhar e a ler meus livros, mas no momento, me sinto bem apenas por ter vontade de escrever aqui e me distrair com as casualidades que o Instagram me oferece.
No meu antigo blog, eu sempre dizia que minha vida é modesta e de fato é, não tenho grandes badalações além de ir a festivais e shows esporadicamente, logo, não atraio mais quem busca performance e visibilidade. É mais difícil despertar o interesse de novos seguidores? Sim, mas quem aparecer virá pelo que posto, que é 50% da minha verdade! Quando estou triste, não posto e isso é normal (não confio em quem se filma chorando ou rezando, desculpa aí).
Então, sinta-se à vontade para me acompanhar por lá, mas não se assuste com as fotos de cemitério: como boa ex-trevosa, a arquitetura vitoriana desses lugares me encanta!
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